terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não existe um paraíso... Parte 2

"Após algum tempo o andarilho despertou, ainda atordoado e com o corpo dolorido graças ao impacto com a parede de pedra, e com esforço conseguiu se reerguer.

A pedra negra ainda estava em sua mão, ele podia senti-la pulsar como um coração frio e rígido, e por um longo momento pensou em como havia sido criada e que a criara.

Ele foi em direção a vela e a apanhou e logo em seguida voltou para dentro do comodo e começou a revista-lo em busca de algum recipiente onde o que ele procurava poderia estar guardado.

Havia ossos e restos de carne espalhados pelo local e isso fazia o andarilho pensar em quantas pessoas a criatura, que agora não passava de um monte pútrido de carne em decomposição, havia matado. As paredes estavam cobertas por teias de aranhas, o que dificultaria se o objeto que o andarilho procurava estivesse atras de uma pedra solta.

Por um breve momento ele procurou até que encontrou desenhado na parede, aparentemente com sangue, um circulo magico e ele afastou as teias de aranha para poder examina-lo melhor.

Ele estava desenhado em uma enorme pedra que obviamente poderia ser retirada, mas isso iria requerer algum esforço e o andarilho reconheceu o circulo. Era um selo demoníaco de invocação de demônios irracionais, o selo de Samael.

O andarilho conhecia o selo e sabia que não poderia ser quebrado de forma que o efeito fosse anulado então ,de dentro de suas vestes, pegou um caderno com capa de couro e começou a foleá-lo até encontrar uma parte que falava sobre um simbolo e então ele cortou a própria mão com a adaga e começou a desenha-lo na parede oposta a parede onde estava o selo de Samael.

Logo em seguida voltou a folear seu caderno até encontrar uma parte que falava de um outro simbolo e o desenhou na porta do porão, desta vez com sua adaga.

Seu plano estava preparado agora ele teria que torcer para que funcionasse. Ele foi até o selo de Samael e começou a raspar suas extremidades.

O efeito foi imediato, o ar começou a ficar extremamente denso e gelado, o chão começou a tremer e no centro do porão um buraco começou a se abrir e desse buraco começou a transbordar litros de sangue de seu interior.

Quando o sangue estava na altura do calcanhar do andarilho o demônio começou a emergir do buraco. Duas patas enormes e esqueléticas saíram para fora do buraco e com suas afiadas garras começaram a puxar o resto do corpo de dentro do buraco.

Quando o demônio estava completamente livre o buraco começou a se fechar. O demônio tinha a aparência de um pitbull exceto por ter seis patas, aproximadamente dois metros e meio e por ser extremamente magro. Havia cortes profundos no corpo do demônio e muitos de seus ossos eram tão pontudos que rasgavam sua pele, mas o que mais chamava atenção nele eram os olhos, pois onde deviam estar havia apenas pálpebras vazias e em seu interior havia intensas chamas azuis.

O demônio encarou o andarilho por um curto período e então atacou, mas o andarilho conseguiu desviar e o demônio foi de encontro com o a parede quebrando a pedra onde estava o selo de Samael e revelando o que havia no interior do recipiente, um grosso livro antigo.

O andarilho rapidamente se posicionou em frente ao circulo que havia desenhado na parede e esperou o próximo ataque do demônio, que não demorou e o andarilho quase não conseguiu desviar, escapando por pouco das garras ferozes do demônio e caindo no chão cheio de sangue e isso fez com que sua vela apagasse.

O andarilho se virou em tempo de ver o circulo brilhando e grossas correntes com ganchos nas pontas saindo dele e se prendendo no demônio que urrava de dor quando os ganchos se fixavam em sua pele e se prendiam entre seus ossos.

O andarilho forçou sua visão para tentar compreender melhor a situação ao mesmo tempo que se arrastava rapidamente para um canto do porão. O demônio começou a se debater contra as paredes tentando fugir das correntes que o prendiam e aos poucos ele as puxava e elas saiam cada vez mais do circulo.

O demônio subiu as escadas e saiu do campo de visão do andarilho que pôde ouvir logo em seguida o barulho da porta se despedaçando e nesse exato momento o demônio parou de urrar e o único barulho que se ouvia era o das correntes puxando o demônio em direção ao circulo sem nenhum sinal de resistência.

Quando o demônio estava preso na parede mais correntes com ganchos começaram a sair do circulo e se fixar nele o que provavelmente o manteria imóvel quando o efeito do selo que estava na porta do porão passasse.

O andarilho não conseguia enxergar quase nada, mas foi tateando até o recipiente onde estava o livro antigo e o retirou de lá e encontrou junto a ele um medalhão e, como não conseguia avaliar nem um dos dois naquela escuridão, apenas pegou ambos e rumou para fora do porão.

Ao sair do porão o andarilho se jogou encima da mesa da cozinha, suas costas ainda doíam muito e ele estava exausto, e entrou em um sono profundo."

- Continua...

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Gente não estranhem não, essa história terá muitas partes então ainda veremos muitos "- Contunua..." pela frente.
A próxima não será a continuação direta dessa parte, será uma 'memória' explicando a origem do andarilho e contando quem ele é.
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"Gostando ou não se zoar ta perdendo tempo. O blog é meu, faço com ele o que eu quiser... E foda-se essa merda kkk"

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